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quinta-feira, julho 26, 2012

Projeto do Tempo


ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DOCE INFÂNCIA
Rua Pedro Theobaldo Breidenbach, n° 2332 Conventos - Lajeado
Telefone: 3982 1194









PROFESSORA: Andréia Sauthier
ASSUNTO: Tempo
ANO: 2012
TURMA: “E”


Lajeado TURMA “E” 2012
ORIEGEM COM JUSTIFICATIVA E EMBASAMENTO TEÓRICO:

Tendo em vista algumas observações e situações ocorridas nos últimos dias de aula, percebi esse interesse dos alunos em relação ao tempo. A questão se fazia presente em todos os momentos: nas falas, questionamentos e brincadeiras cotidianas do grupo, como por exemplo: Em determinada situação, disseram quanto tempo poderiam ainda brincar no pátio? Ou quanto tempo faltava para fazer tal trabalhinho? Ou quantos dias faltavam para fazer determinada coisa? Algo que foi bem marcante foi quando 2 alunos precisaram tomar remédio e era as 10 horas, todos queriam saber como podiam saber como era 10 horas, expliquei e todos ficaram grudados no meu relógio para ver as 10 horas chegar. E ainda, quanto tempo falta para o meu pai vir me buscar? Ou mesmo, por que temos que guardar os brinquedos agora? Por que está na hora do almoço?
A partir dessas evidências que revelam o interesse dos alunos, que construí a proposta de trabalho denominada “Quanto tempo o tempo tem?[2] Alunos da educação infantil descobrem o tempo presente em suas vidas!”
Esse estudo objetivou desenvolver atividades relacionadas ao tempo, a fim de permitir às crianças maior contato com as questões temporais, possibilitando-lhes a compreensão da influência deste marcador em suas vidas, e como este orienta a organização social bem como a sua própria rotina dentro da escola.

O problema adquire um sentido importante quando as crianças buscam soluções e discutem-nas com as outras crianças. Não se trata de situações que permitam “aplicar” o que já se sabe, mas sim daquelas que possibilitam produzir novos conhecimentos a partir dos que já se tem e em interação com novos desafios. Neste processo, o professor deve reconhecer as diferentes soluções, socializando os resultados encontrados. (BRASIL, 1998, p. 33).
         
No sentido de valorizar a ação do aluno como sujeito ativo, o Referencial Curricular Nacional para a Educação infantil, v.1 (BRASIL, 1998) traz a importância de identificar os conhecimentos prévios dos alunos, a fim de que estas possam estabelecer relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos já construídos.  Esse processo possibilitará aos alunos modificarem seus conhecimentos prévios, ampliá-los com novas aprendizagens. Desse modo, foi possível criar situações de aprendizagens, nas quais puderam demonstrar e explicar seus conhecimentos por meio das diversas linguagens e assim, socializar, no grupo, suas vivências e experiências.
Sobre os processos de aprendizagem, ZABALA (2002) aponta que “a aprendizagem não é simplesmente um acúmulo de saberes, e sim depende das capacidades de quem aprende e de suas experiências prévias” (ZABALA, 2002, p. 64). Estas servem de base para a estruturação do novo conhecimento, permitindo ao individuo aplicá-lo de modo a solucionar as diferentes situações que lhe ocorrer.
 No convívio social os alunos se deparam com uma série de regras e convenções já estabelecidas: horários determinados, espaços delimitados, etc. Nesse sentido, é importante que tenham a oportunidade de refletir sobre essas questões, para que possam compreender a organização do grupo e descobrir maneiras de interagir num espaço comum.
A vida cotidiana, na escola, é regulada e ordenada pela questão temporal e, o relógio representa o artefato central. De acordo com Barbosa (2007).

 Ninguém pode negar o lugar de privilégio a esse objeto, que faz parte da vida cotidiana, marcando o ritmo da ação, medindo os rituais e ordenando os ciclos da existência. Ele é um símbolo cultural e, também, um mecanismo de controle social da duração do tempo (BARBOSA, 2007, p.139).

            Nesse sentido, o desenvolvimento da temática em questão torna-se relevante e necessária na medida em que possibilita a construção em relação às noções de tempo e localização temporal, proporcionando o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático, como também estimulando a investigação científica e a busca pelo conhecimento através das atividades que foram propostas.
A noção de tempo será explorada nos seus diversos aspectos: ordem, sucessão, duração, simultaneidade e etc. Por exemplo: a sucessão dos dias (ontem, hoje, amanhã); a duração das atividades (mostrando que existem “diferentes tempos”, de acordo com o ritmo de cada pessoa); as noções de presente, passado e futuro. E muitos outros aspectos.
De forma, o estudo possibilitara responder questões como: O que é o tempo? Como marcamos o tempo? Para que serve o relógio? Que outros instrumentos marcam o tempo? Como os povos antigos se orientavam no tempo? Quais os tipos de relógios existem? Quais desses têm em sua casa? Como acontece o dia e a noite? Dentre outras questões, as quais estiveram orientadas por uma série de experiências. Destas destaca-se, resumidamente, algumas das atividades realizadas.
O trabalho terá início através da narração da história “O tempo que nós temos”. E assim falaremos sobre o que querem e desejam saber mais sobre o assunto tempo.
Segundo Bizzo (2009):
É necessário dar voz ao aprendiz, que deve ficar consciente de como concebe a realidade que conhece. Ao fazê-lo falar sobre suas idéias, elas se tornam claras para o próprio sujeito. [...] Ao expor suas idéias, as crianças ficam contentes e é possível que isto esteja associado com um tipo de prazer parecido ao de montar um quebra-cabeça, uma satisfação intelectual (Bizzo, 2009 p. 66).

                   

Objetivos
·         Criar e desenvolver a noção temporal, através de diferentes situações de aprendizagem.
·         Conhecer o relógio sua função e desenvolver a noção das horas e o porquê que precisamos ser regrados e regularizados pelo tempo.
·         Perceber a diferença entre o dia e a noite, atribuindo objetos que simbolizem estas diferenças.
·         Compreender que existem outras formas de marcar o tempo e não só o relógio.
·         Conhecer as estações do ano e percebem que elas também determinam um certo tempo e suas características.
·         Compreender que o relógio não existiu sempre e que antigamente as pessoas se baseavam pelo sol e depois por outros instrumentos até o relógio ser inventado e observar diferentes modelos.
·         Perceber que o tempo passa para todo que a cada ano somos um ano mais velho e o que isso representa em nossas vidas.
·         Fazer a distinção do ontem, hoje e amanhã, conhecendo o presente, passado e futuro, para obste esta noção temporal tão importante.
Linguagem prioritária:
Linguagem do tempo
Linguagem complementares:
Ø Linguagem Plástico-visual;
Ø  Linguagem das Brincadeiras e Jogos;
Ø  Linguagem Oral;
Ø  Linguagem da leitura e escrita;
Ø  Linguagem Lógico matemática;
Ø  Linguagem da Literatura Infantil;

Situações de aprendizagem possíveis de ser realizadas:
·         Confeccionar o calendário, onde será explorado diariamente, observando dias da semana, dias de números, mês, anos e tempo (clima), dando ênfase também ao trabalho do ontem (passado), hoje (presente), amanhã (futuro).
·         Confeccionar um relógio com os ponteiros móveis, onde será trabalhado através da música das caveiras, bem como a palavra relógio. Tendo como meta a compreensão das horas cheias, também compreendendo um pouco os segundos e minutos. Em cima deles também trabalhar a questão numérica observando quem conhece os números que nele estão.
·         Conversas relacionadas ao assunto, onde vamos falar sobre como era marcado o tempo antigamente, bem como outras formas de medir o tempo.
·         Fazer uma visita ao museu de Forquetinha, observando objetos antigos e fazer relação aos atuais, observando bem os modelos de relógios antigos, como eram e como são, percebendo que o tempo passa e tudo muda.
·         Confeccionar uma ampulheta, outra forma de marcar o tempo, com sucatas, garrafas pet fitas e arreia, fazendo competições de o que podem fazer até que a areia acabe, fazendo ampulhetas de diferentes tempos.
·         Observar o relógio de pendulo, trazido por mim, percebendo seu funcionamento, as badalas do sino conforme as horas, conhecendo mais sobre os relógios antigos.
·         Trazer de casa relógio antigos para uma exposição na escola, tendo como meta analisar o quanto são velhos e como funcionavam.
·         Histórias infantil sobre o tema como: De hora em hora da Ruth Rocha, que fala sobre o que se pode fazer cada hora. E outras que surgirão ao longo do estudo.
·         Fazer uma comparação deles quando bebes e atualmente, percebendo que o tempo não passa só para os objetos como para eles e assim com o passa outras prioridades temos na vida.
·         Estudar o dia e a noite, observando características de cada um, onde o desenho da noite será realizado em folho preta, onde observarão o que podem usar para aparecer nesta folha diferente. Trabalho de escrita das palavras dia e noite.
·         Estudar as quatro estações do ano, atribuído características principais para cada estação. Trabalhando a escrita das palavras usando os carimbos de letras e desenhando cada uma. Compreendendo que as estações também são uma forma de tempo, assim como o clima, temperatura e o que acontece e podemos fazer em cada uma.
·          Fazer um cartaz da nossa rotina com vários relógios apontando as horas para cada situações para que passem a conhecer melhor a rotina e porque naquele momento devem parara de fazer uma coisa e começar a fazer outra.
·         Confeccionar um relógio de pulso com papel cartão para cada um onde deverão cuidar para que as horas de cada situação realizada seja marcada por eles em seus relógios.
·         A parlenda “O tempo perguntou pro tempo: quanto tempo o tempo tem? O tempo respondeu pro tempo. Que tem tanto tempo. Que nem o tempo poderá dizer quanto tempo o tempo tem”, falada em vários ritmos, cantada usando claves, proporcionou a exploração e o exercício da linguagem oral, além do diálogo sobre o tempo.
·         Gráfico em forma de circulo, envolvendo o dia, mês, ano, estações do ano. Onde no centro colaremos um relógio, representando o dia, ao redor deste, círculos representando 30 dias do mês, onde será desenhado e escrito sobre cada mês, e por ultimo as 4 estações do ano onde serão representadas por desenhos característicos. Percebendo tudo o que pode ser marcado como tempo.


PROVIDENCIAS PRÁTICAS E MATERIAIS: Rádio CD, sucatas, materiais de expediente, livros de Histórias Infantis, maquina digital, diferentes instrumentos que marcam o tempo.

REGISTRO E AVALIAÇÃO: Concomitante ao projeto

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