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domingo, março 27, 2011

Projeto sobre os dinos aplicado em 2009

ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL DOCE INFÂNCIA
Rua Pedro Theobaldo Breidenbach, n° 2284 Conventos - Lajeado
Telefone: 3982 1194






Professora: Andréia Sauthier
Assunto: Dinossauros
Ano: 2009
Escola Municipal de Educação Infantil Doce Infância
Turma: N2A



Embasamento teórico, origem e justificativa:

A enorme curiosidade relacionada aos dinossauros vem desde a semana dos dinossauros que se transformou em meses. Estávamos nós estudando os animais e a cada semana estudávamos uma espécie, porém da semana dos Dinossauros não saímos mais, estamos a milhão e a curiosidade a cada instante aumenta, tudo é motivo de muito alvoroço e então aquela semana se transformou em projeto cujo nome foi o 2A que escolheu. Embalados pelo filme A era do gelo 3, que assistimos o nome escolhido foi “A ERA DOS DINOSSAUROS”, agora é só continuar a desvendar o magnífico mundo destes animais tão incríveis que nos fascinam até hoje.
Desde o nascimento as crianças exploram o ambiente ao seu redor e gradativamente vão aumentando seu autoconhecimento e o conhecimento de mundo. Isto se dá principalmente a partir dos sentidos, da sua capacidade de perceber a existência de objetos, seres, formas, cores, sons, odores, de movimentar-se nos espaços e de manipular os objetos.
Conforme Morais, a criança naturalmente explora o meio em que vive e através desta exploração constrói sua realidade, adquirindo novos conhecimentos ao mesmo tempo em que se desenvolve intelectualmente. (1998, p.9)
Pela exploração de objetos, ambientes, seres, a criança vai gradativamente conhecendo a si mesma e principalmente conhecendo seu mundo, aquele do qual faz parte.
Moraes complementa:
A criança aprende a pensar, estabelece generalizações em seu pensamento, construindo assim conceitos a partir da manipulação com os objetos. Os conceitos nada mais são do que as palavras com as quais a criança lê o mundo. (1998, p.9)
É com a interação com o meio natural e social no qual a criança está inserida que esta aprende sobre o mundo, fazendo perguntas e procurando respostas às suas indagações e questões.
No entanto, as crianças pequenas podem ir além de apenas aprender a usar os sentidos, podem aprender a expandir seus poderes de observação através de mecanismos simples como, por exemplo, uma lente de aumento.
Segundo Spodek (1998) para cada sentido existem atividades de manipulação e experiências que vão ajudar as crianças a identificar, categorizar e diferenciar experiências e começar a descrever os objetos que manipula segundo seus sentidos. Este é o início do pensamento científico. Mas o autor ainda ressalta que as crianças devem aprender também a descrever, simbolizar e comunicar as experiências de seus sentidos, mostrando como construiu seus conceitos.
Muitos são os assuntos pelos quais as crianças se interessam. Eles surgem da relação com o mundo e com os ambientes, sendo esse contexto de troca, com os ambientes e com as pessoas, agente de fomento, que possibilita descobertas, explorações do mundo, questionamentos. Quanto menores as crianças forem, mais suas representações e noções sobre o mundo estão associadas aos objetos concretos da realidade conhecida, observada, sentida e vivenciada.
Aprender ciências deve acontecer inserido no cotidiano das crianças, sendo a observação e a exploração do meio as duas principais possibilidades de aprendizagem das crianças pequenas. O contato com pequenos animais e plantas do convívio delas, por exemplo, onde haja observação, a troca de idéias entre elas, o cuidado e a criação com ajuda dos adultos se torna muito importante. Segundo o Referencial Curricular para Educação Infantil (BRASIL, 1998) por meio desse contato as crianças poderão aprender algumas noções básicas necessárias ao trato com os animais e também com plantas como a possibilidade de segurar ou não um animal, os perigos que podem oferecer como mordidas e picadas, os cuidados que uma planta exige, como regá-la, acompanhar seu crescimento, preservá-la, entre tantas outras.
Moraes nos coloca que:
Ao agir sobre os objetos, as crianças estarão desenvolvendo habilidades e ao mesmo tempo a capacidade de pensar. Pensar sobre o que vê, toca, sente, daquilo que o cerca, com o que convive com quem vive.
Sobre os conteúdos direcionados ao ensino de Ciências, Moraes nos coloca:
Os conteúdos do ensino de ciências devem preferencialmente derivar-se do cotidiano dos alunos, de modo que aquilo que aprendem na escola lhes seja útil para melhorar suas condições de vida e da comunidade em que vivem. (1998, p.12)
A vida cotidiana deve ser o ponto de partida para as experiências e estudos, mas também o de chegada de toda atividade e conhecimento delas, para que possam ir de encontro com as necessidades e interesses das crianças e da comunidade escolar. Devem fornecer subsídios para um trabalho capaz de ajudar na solução de problemas do dia-a-dia das crianças e suas famílias.
Moraes ainda complementa:
O ensino de Ciências deve possibilitar à criança ler o seu mundo e ampliá-lo. Isto se faz através da construção de conceitos e da aquisição de habilidades de pensamento. Através do ensino de Ciências a criança não só adquire conhecimento científico, mas aprende também a solucionar problemas da forma como os cientistas o fazem. (1998, p.13)
Para que isso aconteça o professor deve estar muito atento e passar a ser o maior meio para que os conceitos sejam formados, elaborados.
O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil deixa-nos algo direcionado ao comprometimento do professor nesse processo de aprendizagem de Ciências:
Ampliar o conhecimento das crianças em relação a fatos e acontecimentos da realidade social e sobre elementos e fenômenos naturais requer do professor trabalhar com suas próprias idéias, conhecimentos e representações sociais acerca dos assuntos em pauta. É preciso, também, que os professores reflitam e discutam sobre seus preconceitos, evitando transmiti-los nas relações com as crianças. A atuação pedagógica neste eixo necessita apoiar-se em conhecimentos específicos derivados dos vários campos de conhecimento que integram as Ciências Humanas e Naturais. Buscar respostas, informações e se familiarizar com conceitos e procedimentos dessas áreas se faz necessário (BRASIL, 1998, p.195)
Desta forma, o professor deve estar ciente da sua importância para que seu aluno se torne não um cientista, mas que saiba olhar o mundo a sua volta com um carinho maior, sabendo respeitar aquilo que está ao seu lado, com o que vive e convive.

Objetivos:

Permitir que as crianças expressem os seus conhecimentos sobre os dinossauros;
Compreender o modo de sobrevivência dos dinossauros;
Diferenciar dinossauros herbívoros de carnívoros;
Conhecer as mais diferentes espécies de dinossauros;
Compreender o que é extinção.
Criar um ambiente em que a criança seja participativa nas situações de aprendizagem desenvolvidas na projeto, conhecendo mais sobre os dinossauros;
Aproximar as crianças da natureza.

Linguagem Prioritária:

Conhecimento da natureza.


Linguagens Complementares:

Linguagem Plástica Visual;
Linguagem dos cuidados e sentimentos, afetos em geral;
Linguagem dos jogos e brincadeiras.
Linguagem Literatura infantil;


Situações de Aprendizagens:

Observação de livros sobre os Dinossauros, dando ênfase aos dinossauros que estudaremos afundo como o tiranossauro rex, triceratopos, braquiossauro, maiasaura, estegossauro.
Confeccionar um cartão com movimento em forma Dinossauro usando canetinhas, folha de desenho, onde as crianças escreverão seu nome e procuraremos o nome de um dinossauro que inicie com a mesma letra do nome.
Confecção de um tiranossauro rex com bola de jornal e bobina de papel higiênico.
Confecção de um braquiossauro com caixas de leite, sendo este o nosso bicho de estimação da sala.
Confecção de um estegossauro com figuras geométricas, identificando as mesmas.
Observação e analise do livro em 3D Dinossauros, que fala sobre os dinos e as prováveis estatísticas de sua morte, bem como fósseis.
Observação de uma mandíbula em tamanho real de um tiranossauro rex para que todos tenham noção do tamanho deste dino.
Confecção de um dino de TNT que será nosso mascote e vai para casa com o livro da visita.
Confecção de um ovo de dino com um dinoBaby dentro para que as crianças entendam que os dinos nasceram de ovos.
Modelagem de ovos de dinossauros, modelarão o ninho e os ovos, usando massa de modelar da cor escolhida por eles.
Ouvir a história “Maiasaura a super mãe”, que explica sobre os ovos e como os dinossauros cuidavam deles e de suas crias após o nascimento.
Confecção de um dedoche de maisaura, onde terão que inventar uma história com a mesma.
Produção do canto da curiosidade onde trarão tudo sobre os dinossauros desde miniaturas até livros e reportagens sobre os dinossauros.
Confecção da maquete dos dinossauros “Parque dos dinossauros”, onde as crianças diferenciarão dinossauros herbívoros e carnívoros, colocarão os ovos e nosso vulcão.
Fazer um Dinossauro voador com palito de picolé e folhas de desenho, pintando as formas do pássaro com giz de cera na vela.
Usando argila, vinagre, anilina laranja e bicarbonato de sódio, faremos a experiência do Vulcão, fazendo com que a mistura borbulhe como se fosse lava de verdade.
Assistir ao DVD “A era do gelo 3” “Dinossauros”, para compreenderem como era o mundo dos dinossauros.
Conversar sobre a extinção, explicando o que é isso e mostrando as possíveis causas da extinção destes enormes animais e que se existissem nós não existíramos.
Confeccionar o cartaz de porta do Clube do Dino usando giz de cera na vela.

Recursos:

TV, vídeo, Dvds, Computador; Livros; Pesquisas; Experimentos (experiências);

Bibliografia:
BRASIL (País. Ministério da Educação e desporto, Secretaria de educação fundamental) Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 2001.
MORAES, Roque. Ciências para Séries Iniciais e Alfabetização. Porto Alegre: Sagra - Luzzatto, 1998.
SPODEK, Bernard; SARACHO, Olívia N. Ensinando Crianças de 3 a 8 Anos. Porto Alegre: Artmed, 1998.

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